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O que significa ferritina alta?

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Médicos analisam o resultado junto com outros exames e com o histórico de saúde da pessoa - Foto: Freepik
Médicos analisam o resultado junto com outros exames e com o histórico de saúde da pessoa

Por Guynever Maropo

redacao@viva.com.br
06/02/2026 | 15h10

São Paulo, 06/02/2026 - Através do exame de sangue são realizados diversos tipos de análises da amostra. Os resultados aparecem junto de nomes complexos que nem todos compreendem, como no caso da ferritina. Esse exame ajuda a entender como está a reserva de ferro no corpo, essencial para a saúde e para o bom funcionamento do organismo.

Segundo especialistas, a ferritina é uma proteína responsável por armazenar o ferro dentro das células. Ela funciona como um “estoque”, liberando o mineral quando o corpo precisa. O ferro é fundamental para levar oxigênio pelo sangue e para manter a produção de energia.

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A ferritina começou a ser estudada na década de 1930 e é produzida principalmente pelo fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Sua estrutura permite guardar o ferro de forma segura, evitando que ele cause danos às células quando está em excesso.

O ferro armazenado pela ferritina participa da formação da hemoglobina, presente nas células vermelhas do sangue. Essa proteína leva oxigênio para todas as partes do corpo. O ferro também atua na produção de energia e na formação do DNA, que carrega as informações genéticas.

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O que significa ferritina baixa ou alta?

Quando a ferritina está baixa, o corpo pode estar com pouca reserva de ferro. Isso costuma acontecer por alimentação pobre nesse mineral, dificuldade de absorção ou perda de sangue ao longo do tempo.

Alguns fatores como a doença celíaca podem atrapalhar a absorção do ferro no intestino. Em mulheres mais jovens, sangramentos menstruais intensos também são uma causa comum. Além disso, em pessoas idosas, perdas de sangue pelo intestino podem passar despercebidas.

A falta de ferro prejudica o funcionamento das células e pode causar anemia. Essa condição reduz a quantidade de hemoglobina no sangue e provoca sintomas como cansaço, fraqueza e falta de ar.

Já a ferritina alta nem sempre significa excesso de ferro. Em muitos casos, ela aumenta devido a inflamações ou infecções no corpo. Doenças como covid-19, lúpus e síndrome metabólica podem elevar esse marcador.

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Quando a ferritina alta preocupa?

Em algumas situações, a ferritina alta está ligada ao excesso de ferro no organismo. Isso pode ocorrer em doenças genéticas, como a hemocromatose hereditária, que faz o corpo absorver ferro em excesso.

O ferro livre em grande quantidade pode ser tóxico. Ele pode se acumular em órgãos como fígado e coração, causando danos ao longo do tempo. Em casos mais graves, pode levar à cirrose hepática e a problemas cardíacos.

O acúmulo de ferro também pode afetar as articulações e a pele. Dor nas juntas e alteração na cor da pele são sinais que podem aparecer quando o excesso não é tratado.

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Qual é o valor normal da ferritina?

De acordo com a BVS Atenção Primária em Saúde, os valores normais de ferritina variam conforme o sexo. Em geral, ficam entre 30 e 300 ng/mL em mulheres e entre 30 e 350 ng/mL em homens.

A ferritina sozinha não fecha diagnóstico, para isso os médicos analisam o resultado junto com outros exames e com o histórico de saúde da pessoa. Avaliar apenas um número pode levar a interpretações erradas.

Além da ferritina, outros exames ajudam a entender o ferro no corpo, como ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro e saturação da transferrina.

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Como é feito o tratamento?

Quando a ferritina está baixa, o tratamento costuma incluir reposição de ferro. Isso pode ser feito com suplementos por via oral ou, em alguns casos, diretamente na veia.

Também é fundamental tratar a causa do problema. Sangramentos, doenças intestinais e hábitos alimentares inadequados precisam ser corrigidos para evitar que a deficiência volte.

Quando a ferritina está alta, o tratamento depende da causa. Em alguns casos, médicos indicam a sangria terapêutica, que retira parte do sangue para reduzir o excesso de ferro no corpo.

Segundo o Ministério da Saúde, esse procedimento é parecido com uma doação de sangue, mas o material retirado é descartado. A frequência varia conforme o quadro clínico do paciente.

Quando a sangria não é indicada, podem ser usados medicamentos chamados quelantes de ferro. Eles se ligam ao ferro e ajudam o corpo a eliminá-lo pela urina ou pelas fezes.

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Quais doenças podem surgir com a ferritina elevada?

A ferritina elevada pode aparecer em diversas condições, tanto genéticas quanto adquiridas. Entre elas estão doenças do fígado, alcoolismo, infecções, inflamações, doenças autoimunes e alguns tipos de câncer.

A ferritina também aumenta em doenças hepáticas, mesmo sem excesso real de ferro. Isso acontece porque ela participa da resposta inflamatória do organismo.

Na síndrome metabólica, que envolve obesidade abdominal, pressão alta, alterações no colesterol e resistência à insulina, é comum encontrar ferritina moderadamente elevada.

Por isso, cada paciente tem um diagnóstico e é sempre importante passar em uma consulta médica para analisar o histórico familiar, exames laboratoriais e, em alguns casos, testes genéticos. Só assim é possível identificar a real causa da ferritina alta e definir o tratamento correto.

Palavras-chave Exames ferritina sangue ferro

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