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Tomar sol em busca do bronzeado perfeito faz mal? Entenda

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Apesar de todas as informação disponíveis para consulta, muitas pessoas ainda exageram na exposição ao sol - Envato
Apesar de todas as informação disponíveis para consulta, muitas pessoas ainda exageram na exposição ao sol

Por Joana Gianfaldoni

redacao@viva.com.br
01/01/2026 | 09h55

São Paulo, 01/01/2026 - O verão chegou com tudo e muitas pessoas querem ir atrás do famoso bronzeado, seja na praia, na piscina ou mesmo com uma "ajudinha" artificial. Mas qual o método mais seguro? A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) responde: não existe opção mais ou menos segura. De qualquer forma, para quem optar por pegar uma cor, é importante compreender o "limite" do tempo de cada exposição.

Apesar de todas as informações disponíveis para consulta, muitas pessoas ainda exageram na exposição ao sol, representando risco principalmente para o desenvolvimento do câncer de pele.

Leia também: Dermatologistas explicam riscos e cuidados do câncer de pele neste verão

A SBD não recomenda o bronzeamento, natural ou artificial, e alerta que qualquer grau de exposição à radiação solar sem proteção pode causar queimaduras solares, envelhecimento precoce e aumentar o risco de desenvolver câncer da pele. 

Os danos são ainda maiores quando essa exposição é feita de forma artificial e/ou por indivíduos com pele mais clara, com menor potencial de bronzeamento.  

Bronzeamento natural é prejudicial?

Sim. Qualquer bronzeamento, seja ele natural ou não, tem seus riscos, pois é sempre uma agressão à pele. Segundo a SBD, nenhum bronzeamento é saudável

Todos nós temos uma quantidade de melanina, o pigmento que dá a cor a pele. Esse composto existe como uma barreira física natural de proteção ao sol. Ou seja, em casos de alta exposição à radiação solar, os melanócitos da pele trabalham em dobro. Isso gera mais melanina, que tenta proteger o corpo dos danos causados pelos raios ultravioleta UVA e UVB, consequentemente criando manchas e aumentando o risco de doenças subsequentes.

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Principais consequências de se bronzear

  • Câncer de pele
  • Queimaduras
  • Envelhecimento precoce
  • Pele manchada
  • Insolação

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Bronzeamento artificial

O bronzeamento artificial é uma técnica de bronzear a pele sem exposição solar direta, depositando pigmentos na pele, como um sol artificial. Já os autobronzeadores, que são removíveis após a lavagem, são cremes contendo substâncias corantes que aceleram o processo, podendo ser usados junto da exposição a luz natural ou artificial.

Enquanto os autobronzeadores apenas tingem a pele por meio de uma reação química, os equipamentos de bronzeamento simulam com lâmpadas os raios UV do sol, e estimulam a produção de melanina na pele de forma intensa e acelerada. 

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Apesar dos cremes bronzeadores também apresentarem riscos, clientes que optam pelos equipamentos de bronzeamento sofrem ainda mais, já que expõem o corpo a níveis de luz mais intensas, aumentando a chance de cânceres, além de provocar o envelhecimento da pele, com rugas profundas e manchas. Essas máquinas emitem radiação ultravioleta de 12 a 15 vezes mais fortes do que a radiação solar natural. 

Quanto de sol devemos tomar?

O período ideal de exposição pode variar conforme a pessoa, mas, em geral, tomar entre 10 e 30 minutos de sol diários, com braços e pernas descobertos, já contribui para a síntese de vitamina D. Os horários mais indicados são antes das 10h e depois das 16h, quando a incidência da radiação é menor. Também é importante usar protetor solar e considerar o tom de pele, já que peles mais escuras costumam demandar um tempo maior de exposição.

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