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Empreendedoras já receberam R$ 110 bilhões em crédito do Banco do Brasil

Felipe Cavalheiro/Viva

Os participantes do painel: Luiza Trajano, Tarciana Medeiros, Marcia Lopes, Luiz Marinho e Paulo Pereira - Felipe Cavalheiro/Viva
Os participantes do painel: Luiza Trajano, Tarciana Medeiros, Marcia Lopes, Luiz Marinho e Paulo Pereira
Por Claudio Marques

04/08/2026 | 17h45

São Paulo - Nos últimos três anos, o Banco do Brasil desenvolveu linhas de crédito para mulheres e disponibilizou R$ 110 bilhões em empréstimos para empreendedoras.

“Nós temos um milhão de clientes, um milhão de empresas, e 47% têm mulheres na gerência”, afirmou a presidente da instituição, Tarciana Medeiros, durante o painel "No Sofá com Luiza - Decisões que movem o Brasil", durante o Summit Mulheres nas Profissões.

Numa das linhas que nós criamos, Mulher Empreendedora, nós emprestamos nos últimos três anos oito vezes mais do que a média histórica. E isso é fruto de uma  revisão do score de crédito para pequenas e médias empresas, principalmente para os trabalhos criados por mulheres”, acrescentou.

Luiza Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, propôs ao ministro das Pequenas e Médias Empresas, Paulo Henrique Pereira, a criação de um grupo com ela para lutarem por mudanças no score de crédito de pequenas e médias empresas no mercado.

Os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Márcia Lopes, do Ministério das Mulheres, também participaram do painel. Trajano também cobrou de Marinho a criação de políticas públicas e atuação no Congresso para aprovar legislação que garanta a igualdade salarial entre homens e mulheres. 

Uma das lutas da empresária é também o aumento de participação feminina nos postos de comando de organizações:

Nós queremos as mulheres em todo segmento do mercado de trabalho do Brasil. Nós queremos mulheres na gerência, nós queremos na diretoria, na presidência”, afirmou.

Iniciativas do governo

Sobre as medidas adotadas pelo governo para incentivar o público feminino, Marinho ressaltou cursos que estão à disposição na plataforma Escola do Trabalhador 4.0, do Ministério do Trabalho e Emprego, que oferece letramento digital, preparando também para o trabalho em tecnologia – uma área em que a presença feminina no mercado ainda é pequena.

“Temos 40 trilhas para aprendizado, 200 cursos e 194 cursos de conteúdo”,afirmou. E lembrou que há uma conexão com empregadoras: “É uma boa oportunidade”. Para ele, esse tipo de preparação ajuda a mulher a também aumentar sua presença no mercado de trabalho e na conquista de cargos de liderança.

A ministra das Mulheres destacou um programa destinado às jovens: o Raças em Futuro, para prepará-las para as profissões Stem (ciência, tecnologia, engenharia e mnatemática). “São áreas em que há só homens no quadro. E agora nós estamos preparando, formando meninas que vão para o mercado de trabalho”, afirmou Márcia Lopes.

E dirigiu-se à plateia: “Então, queremos que vocês mulheres apoiem esse programa jovens, as meninas, porque esse é o nosso futuro, o futuro do País. E elas terão com certeza participação nesse processo de entrada de espaços de direção”. 

Segundo ela, é preciso falar de igualdade de valor:

"Nós temos que defender a igualdade salarial. Não é possível que as mulheres, na mesma função dos homens, ainda recebam 21,3% a menos que os homens. Nós queremos igualdade salarial”,afirmou.

Marinho reforçou:

É uma vergonha nacional e eu chamo a atenção dos nossos empregadores para respeitar o direito das mulheres, a mulher nas empresas tem que ter a mesma remuneração que os parceiros homens.”

O Summit Mulheres nas Profissões é promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil e vai até amanhã, quarta-feira, 5. Sua programação está distribuída em sete arenas temáticas e uma arena central, onde os especialistas e personalidades promovem amplo debate sobre o impacto do envelhecimento e avanços da inteligência artificial nas carreiras, na saúde mental da população, nas organizações e na economia.

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