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Mais de 2,4 milhões de famílias podem perder desconto na conta de luz

Para garantir a Tarifa Social, consumidores precisam regularizar o cadastro até o dia 31 de dezembro nas distribuidoras ou nos serviços municipais

Marcel Naves

Por Marcel Naves

05/11/2026 | 21h17

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Descontos podem chegar a 100% para consumo de até 80 kWh por mês - Adobe Stock
Descontos podem chegar a 100% para consumo de até 80 kWh por mês
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Mais de 2,4 milhões de famílias de baixa renda no Brasil podem perder os benefícios da Tarifa Social de Energia Elétrica se não atualizarem seus cadastros até 31 de dezembro.

O programa oferece descontos de até 100% na conta de luz para famílias com consumo de até 80 kWh por mês, mas a manutenção do benefício depende da atualização dos dados no CadÚnico.

Distribuidoras de energia estão realizando campanhas de busca ativa para alertar os clientes sobre a necessidade de regularização.

As famílias devem procurar suas concessionárias ou Centros de Referência de Assistência Social para atualizar suas informações e garantir o desconto.

São Paulo - Mais de 2,4 milhões de famílias brasileiras de baixa renda correm o risco de perder os benefícios do programa Tarifa Social de Energia Elétrica caso não atualizem seus cadastros até o dia 31 de dezembro. O alerta é da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

O programa oferece descontos que podem chegar a 100% na conta de luz (para consumo de até 80 kWh por mês). No entanto, para manter a isenção, é obrigatório que os dados dos consumidores estejam atualizados.

O que fazer para não perder o desconto?

Para regularizar a situação, as famílias devem:

Procurar a distribuidora de energia da sua região para realizar a troca de titularidade da conta; ou ir até um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município para atualizar as informações no CadÚnico.

Qual é a situação hoje por distribuidora?

Várias concessionárias estão fazendo busca ativa (via WhatsApp, e-mail e visitas) para alertar os clientes. O volume de pendências é distribuído da seguinte forma entre os maiores grupos:

  • Equatorial (7 Estados): Cerca de 1 milhão de clientes com pendências, sendo a grande maioria no Pará (286 mil) e no Maranhão (279 mil).
  • Neoenergia (5 Estados e DF): Quase 533 mil clientes precisam se regularizar, com maior concentração na Bahia (304,9 mil) e em Pernambuco (165,6 mil).
  • Enel (SP, RJ e CE): Mais de 502 mil famílias irregulares, lideradas pelo Estado de São Paulo (180,6 mil) e Rio de Janeiro (175 mil).
  • Energisa (11 Estados): São 393 mil famílias com pendências, sendo a maior parte na Paraíba (172 mil).

Quem tem direito à tarifa social?

O benefício atende famílias inscritas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo (R$ 810,50 atualmente) por pessoa. Ele também se estende a famílias com renda de até três salários mínimos que possuam pessoas com deficiência necessitando de aparelhos vitais movidos a energia, além de idosos (65+) ou pessoas com deficiência que recebam o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Milhões ainda estão de fora

Além das famílias que precisam renovar, as distribuidoras estimam que pelo menos 3,2 milhões de lares brasileiros teriam direito à Tarifa Social hoje, mas não recebem o desconto porque ainda não se inscreveram no CadÚnico. Somente na área da Equatorial, são 2,2 milhões de casas nessa situação. Como o desconto é aplicado automaticamente para quem cumpre os requisitos, o registro no sistema do governo é o único passo que falta para que essas famílias consigam o alívio na conta de luz.

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