Dia do Orgasmo: menopausa impede o prazer? Especialistas explicam
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São Paulo - O Dia do Orgasmo, celebrado nesta sexta-feira, 31, foi instituído em 1999 por uma rede de lojas de produtos eróticos na Inglaterra. Hoje, tem como principal objetivo estimular debates e quebrar tabus sobre a sexualidade. Entre as discurssões mais frequentes está como a menopausa afeta a vida sexual feminina.
Especialistas explicam que, embora essa fase da vida provoque mudanças hormonais que podem afetar o desejo sexual e a resposta do corpo, mulheres na menopausa ainda podem alcançar o orgasmo. A principal dificuldade costuma estar associada à redução dos níveis de estrogênio, hormônio que influencia a lubrificação vaginal, a elasticidade dos tecidos e a libido.
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Como a menopausa afeta a vida sexual?
A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação e, na maioria dos casos, ocorre entre os 45 e 55 anos, marcando o fim do período reprodutivo.
Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, as dificuldades para atingir o orgasmo nessa fase costumam envolver fatores físicos, emocionais e psicológicos.
Insegurança, ou baixa autoestima em relação às mudanças que ocorrem em seu corpo, diminuição da libido e do desejo sexual, falta de intimidade emocional com o seu parceiro, problemas de continência urinária, secura vaginal, pouca sensibilidade no clitóris são alguns dos fatores que atrapalham o prazer”, explica.
Esses fatores podem reduzir o prazer sexual, mas não significam que o orgasmo deixa de ser possível. A especialista destaca que algumas mudanças de hábitos e cuidados podem favorecer o bem-estar sexual durante a menopausa.
“Use lubrificantes vaginais à base de água, tenha uma comunicação aberta e sincera com seu parceiro, dedique mais tempo às preliminares, como beijos e carícias, e esvazie a mente de problemas ou preocupações que possam desviar seu foco do ato sexual”, orienta a ginecologista.
Lorena também ressalta que cada caso deve ser avaliado individualmente, especialmente quando há dor durante a relação ou queda importante da libido.
Masturbação vs. sexo
De acordo com a sexóloga Stephanie Seitz, outra situação comum entre mulheres é conseguir atingir o orgasmo durante a masturbação, mas não durante a relação sexual.
Se uma mulher consegue atingir o orgasmo durante a masturbação, isso já é um sinal importante de que seu corpo sabe responder aos estímulos. Na maior parte dos casos, a dificuldade não está na capacidade de sentir prazer, mas nas circunstâncias em que esse prazer acontece”, afirma.
Ela explica que a diferença está no contexto, pois, durante a masturbação, a mulher controla a intensidade, o ritmo, a pressão e a duração dos estímulos. Já na relação sexual, outros fatores podem interferir na resposta sexual.
“Muitas mulheres deixam de prestar atenção no próprio corpo porque passam a observar como estão sendo percebidas pelo parceiro. Pensam na aparência, no desempenho, se estão demorando demais para chegar ao orgasmo ou até se o outro está satisfeito. Sem perceber, saem da própria experiência e passam a assistir ao momento em vez de vivê-lo”, ressalta a sexóloga.
Apesar das alterações do corpo na maturidade, estratégias simples e acompanhamento médico podem contribuir para preservar a qualidade da vida sexual.
Dicas para melhorar a vida sexual
As especialistas recomendam algumas atitudes que podem favorecer o prazer durante a relação:
- Conhecer o próprio corpo;
- Conversar abertamente sobre preferências e limites;
- Não tratar o orgasmo como obrigação;
- Reservar tempo para momentos de intimidade sem pressa;
- Valorizar a conexão emocional;
- Procurar um ginecologista ou sexólogo caso a dificuldade persista ou cause sofrimento.
Quando uma mulher consegue chegar ao orgasmo sozinha, ela não perdeu a capacidade de sentir prazer. Pelo contrário. Ela já encontrou o caminho. Agora, o desafio é percorrê-lo acompanhada, com diálogo, confiança e liberdade para ser exatamente quem ela é”, finaliza Stephanie.
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