'Playlist de sexo': como a música pode aumentar o prazer depois dos 50 anos
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São Paulo - Você já ouviu falar em "playlist de sexo"? Criar uma seleção de músicas para momentos íntimos virou tendência nas redes sociais, mas os efeitos da música na vida sexual vão muito além disso: o recurso pode ajudar a aumentar o prazer sexual especialmente depois dos 50 anos, fase em que mudanças hormonais e corporais costumam interferir no desejo.
Essa prática está associada ao chamado sexo sensorial, que propõe explorar os cinco sentidos do corpo durante a relação, sem pressa e sem o foco único no orgasmo ou na penetração. Assim, a música funciona como ferramenta para ajudar o casal a relaxar, se conectar e viver o momento com mais intensidade.
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Por que a música influencia o desejo sexual?
De acordo com a ginecologista e sexóloga Farah Nali Rosa Naufal, a música atua diretamente em áreas do cérebro ligadas ao prazer e à emoção, favorecendo a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de recompensa e bem-estar.
Algumas músicas podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, fatores que frequentemente prejudicam a resposta sexual. Por mais que exista um efeito psicológico, a música ajuda a criar um ambiente emocional e fisiológico muito mais favorável para que o desejo sexual aconteça", explica.
Após os 50 anos, é comum que homens e mulheres enfrentem alterações hormonais e emocionais que geram insegurança durante o sexo. Nessa fase, uma playlist escolhida a dois pode reduzir a tensão, diminuir distrações externas e facilitar uma experiência mais espontânea.
Farah destaca que o benefício vai além do estímulo sensorial. Segundo ela, a música direciona a atenção para o momento presente e ajuda a diminuir a autocobrança durante a relação.
Outro ponto importante é a relação entre música e memória emocional. Canções que remetem ao início de um relacionamento, a uma viagem ou a um momento marcante do casal podem reativar sentimentos positivos, aumentando a sensação de proximidade e desejo.
Em muitos casos, o que desperta a excitação não é a música em si, mas tudo o que ela representa".
Música pode ajudar a 'esquentar' a rotina
A repetição de hábitos é um dos principais fatores que reduzem a vida sexual ao longo dos anos. A especialista explica que criar pequenos rituais, como jantar, se arrumar ou dançar ao som de músicas significativas, ajuda a quebrar o "piloto automático" do dia a dia e "esquentar" a relação.
"O cérebro tende a responder com menos intensidade a estímulos que se tornam previsíveis, e isso também acontece na vida sexual em relacionamentos de longa data. A música pode ser uma forma simples e poderosa de quebrar esse padrão", afirma.
Qual o tipo ideal de música para o sexo?
Não existe uma playlist universal, mas a especialista recomenda características específicas para estimular relaxamento e conexão emocional durante o sexo:
- Batidas entre 60 e 90 BPM;
- Graves suaves e ritmo constante;
- Vocais delicados ou faixas instrumentais;
- Volume baixo, para permitir conversa e contato visual.
Segundo a sexóloga, o mais importante é que a música tenha significado para o casal. Uma canção associada à história do relacionamento tende a gerar mais intimidade do que qualquer playlist genérica classificada como "sensual".
Quando procurar ajuda profissional
Para a especialista, a sexualidade não tem prazo de validade e manter uma vida íntima satisfatória contribui diretamente para a qualidade de vida em qualquer idade.
É importante lembrar que desejo não aparece apenas no quarto. Ele começa na forma como o casal se olha, conversa, ri e compartilha experiências. A música é apenas uma ferramenta para favorecer o relaxamento, a conexão e o prazer, sem qualquer relação com idade ou desempenho".
Casos de queda persistente da libido, dor durante a relação ou dificuldade de ereção merecem avaliação médica. Segundo a ginecologista, muitas dessas condições têm tratamento, e cuidar da saúde sexual é também uma forma de cuidar da saúde geral.
Qual é a playlist de sexo ideal?
Ao VIVA, a sexóloga destacou 12 músicas que podem ajudar na prática do sexo sensorial com base nas características necessárias. Confira a seguir:
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