PL reconhece resultado mas cobra esclarecimentos sobre gastos pré-eleição
Nota do PL pede debate equilibrado e respeito às instituições, enquanto exalta vitória no Legislativo; outras siglas também reconheceram resultado
Por Broadcast
26/10/2026 | 21h11Luiz Rodrigues/Ato Press/Estadão Conteúdo
O Partido Liberal (PL) reconheceu o resultado das eleições, mas levantou preocupações sobre a ampliação de gastos públicos antes da votação, que poderia ter influenciado o processo eleitoral e suas consequências econômicas e sociais.
Apesar de Flávio Bolsonaro ter vencido o primeiro turno com uma margem significativa, o PL destacou que o segundo turno foi marcado por medidas consideradas eleitoreiras, o que gerou questionamentos sobre a justiça do pleito.
O partido reafirmou seu compromisso com a democracia e a transparência, enquanto outros partidos também se manifestaram reconhecendo o resultado.
Brasília - O Partido Liberal (PL) publicou uma nota nesta segunda-feira, 26, em que diz reconhecer o resultado eleitoral, mas cobra o esclarecimento de "questionamentos" sobre a ampliação de gastos públicos às vésperas da eleição. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira, 26, um dia após o candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ter rejeitado reconhecer a sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No texto, assinado pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, o PL destaca que Flávio venceu o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos, mas que o segundo turno teria ocorrido em um ambiente marcado por medidas “fortemente eleitoreiras”, com impacto econômico e social.
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A legenda afirma que a ampliação expressiva das despesas públicas antes da votação levanta dúvidas sobre seus efeitos na justiça do processo eleitoral e sobre possíveis consequências para a economia. Ainda assim, o partido sustenta que os questionamentos devem ser debatidos e esclarecidos de forma “equilibrada e democrática”, com respeito às instituições, e diz que seguirá acompanhando os fatos com responsabilidade e transparência, reiterando compromisso com a democracia.
PL comemora desempenho no Legislativo e governos
Ao mesmo tempo, o PL comemora o desempenho nas urnas para o Legislativo e governos estaduais, ressaltando ter obtido uma representação considerada histórica: 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores.
A maioria dos partidos com representação no Congresso também reconheceu publicamente a vitória de Lula.
No Centrão, União Brasil, MDB, Republicanos e PSD divulgaram mensagens de cumprimento e defesa do respeito ao resultado. Podemos, PSDB e Cidadania também se manifestaram reconhecendo a vontade expressa nas urnas.
Renan Santos, fundador do Partido Missão e candidato à Presidência em 2026, publicou vídeo reconhecendo Lula como presidente e pediu que eleitores de direita não fossem às ruas para contestar o resultado. Partidos de esquerda celebraram a vitória com mensagens como “a democracia venceu” e referências ao novo mandato de Lula e Alckmin.
Siglas divergem e Novo contesta legitimidade
Algumas siglas não fizeram publicações nas redes, mas informaram reconhecer o resultado: Progressistas (PP), PRD, Solidariedade e Avante. O Partido Novo não confirmou reconhecimento e, por meio de declarações de seu presidente Eduardo Ribeiro, afirmou que o País não seria uma democracia, acusou PT, máquina pública e STF de atuação para manter o governo e disse haver ações pedindo a cassação da chapa de Lula.
Flávio cita intimação da PF e entrega de passaportes
Mais cedo, Flávio Bolsonaro afirmou ter sido intimado pela Polícia Federal para entregar seus passaportes e que estaria proibido de deixar o País. Segundo ele, a intimação ocorreu durante visita ao pai, Jair Bolsonaro, e teria relação com fala de seu irmão Eduardo Bolsonaro sugerindo que Flávio deixasse o Brasil em caso de derrota.
Investigado em dois inquéritos, Flávio disse que nunca afirmou intenção de sair, classificou a medida como política, declarou que entregará os documentos e que se defenderá, afirmando que “ninguém vai” silenciá-lo. Também disse que pretende articular parlamentares de oposição para formar uma “fortaleza contra a barbárie”, em referência ao quarto mandato de Lula.
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