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Caravelas-portuguesas: o que fazer no contato, prevenção e cuidados iniciais

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Foram registrados 576 casos de queimaduras causadas por caravelas-portuguesas no Rio Grande do Sul - Adobe Stock
Foram registrados 576 casos de queimaduras causadas por caravelas-portuguesas no Rio Grande do Sul
Por Alexandre Barreto

04/02/2026 | 16h02

São Paulo, 04/02/2026 - Foram registrados nesta semana 576 casos de queimaduras causadas por caravelas-portuguesas na Praia do Cassino, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Segundo os salva-vidas ouvidos pelo jornal digital GZH, dez pessoas precisaram ser levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da praia.

Uma menina de 12 anos teve ferimentos mais graves no tórax e nove estavam em estado moderado. Os casos ocorreram no dia 2 de fevereiro, durante o feriado de Iemanjá.

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Por que isso está acontecendo

As caravelas-portuguesas são organismos marinhos do mesmo grupo das águas-vivas, mas mais tóxicos. Elas são comuns em regiões tropicais, como o Norte e o Nordeste, mas podem chegar ao Sul em períodos de correntes marítimas e ventos favoráveis.

Quais são os principais sintomas

Segundo o Ministério da Saúde, o contato com tentáculos de caravelas ou águas-vivas pode causar:

  • Dor intensa e ardência que duram de 30 minutos a 24 horas;
  • Vermelhidão e bolhas;
  • Em casos mais graves, náusea, febre, espasmos musculares e arritmia cardíaca.

Como prevenir o acidente

  • Evite nadar em áreas com presença das caravelas-portuguesas;
  • Pergunte aos guarda-vidas sobre as condições do mar;
  • Observe se há bandeira lilás, que indica risco de caravelas e águas-vivas;
  • Não toque, mesmo se estiverem mortos;
  • Use calçados ao caminhar na areia e roupas de mergulho que cubram a pele.

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Quais são os primeiros cuidados

  • Não use água doce para lavar o local da queimadura;
  • Aplique compressas com água do mar gelada ou bolsas frias;
  • Retire tentáculos com pinça ou luva, sem esfregar;
  • Lave a área abundantemente com ácido acético 5% (vinagre, por exemplo);
  • Procure atendimento médico para avaliação e tratamento.

Em casos graves, é recomendado buscar ajuda na UPA mais próxima ou ligar para os serviços de emergência como SAMU (192) ou Corpo de Bombeiros (193).

O Ministério da Saúde também orienta contatar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da região mais próxima para suporte especializado.

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