Casos de Covid-19 aumentam há seis semanas no Brasil; veja em quais estados
A mortalidade por SRAG, que pode ser causada por Covid, é maior na população a partir de 65 anos. Vacina continua sendo a melhor prevenção
Por Bárbara Ferreira
07/11/2026 | 14h20Adobe Stock
O Brasil registrou um aumento no número de casos de Covid-19 nas últimas seis semanas, embora a atividade da doença permaneça classificada como de baixo risco em todos os estados, segundo o Ministério da Saúde.
Até 4 de novembro, foram notificados 118.851 casos de síndrome gripal por Covid-19, com a Fundação Oswaldo Cruz indicando que a incidência de casos graves continua baixa, apesar do aumento geral.
As autoridades de saúde recomendam a vacinação em dia para grupos de risco, como idosos, enquanto o Ministério da Saúde monitora novas variantes do vírus, com 127 linhagens identificadas até o momento.
São Paulo - O número de casos de Covid-19 cresceu nas últimas seis semanas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, considerando dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e exames realizados por laboratórios privados. Mesmo com a alta, a atividade da doença continua classificada como de baixo risco em todos os estados.
Este ano foram registrados 118.851 casos notificados de síndrome gripal por Covid-19 no País, segundo dados oficiais atualizados até 4 de novembro. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a incidência de casos graves permanece baixa.
O aumento de casos não significa uma nova pandemia ou crise da doença, mas a recomendação das autoridades é manter a vacinação em dia das pessoas com maior risco de complicações, como idosos. A vacina continua sendo a principal prevenção a casos graves e morte.
Esse aumento foi percebido em 19 estados nas cinco regiões do Brasil e em todas as faixas etárias, de crianças a idosos. Confira:
- Norte: Rondônia e Roraima
- Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí
- Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso
- Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
- Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
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O Ministério da Saúde também monitora o surgimento de novas variantes de Covid, partindo das amostras dos próprios pacientes. Neste ano, as análises concluíram que 127 linhagens diferentes do SARS-CoV-2 infectaram pessoas - destas, aproximadamente 90% pertenciam à linhagem XFG ou suas descendentes.
Isso não significa que uma variante nova ou predominante é a causadora do aumento de casos ou de internações.
Idosos continuam como grupo de risco?
A Covid exige cuidados porque ainda pode ser fatal. Diferentemente da pandemia, no recente aumento de casos de síndromes respiratórias graves, a incidência tem sido maior em crianças pequenas, com menos de 2 anos, segundo dados do InfoGripe (que incluem diferentes vírus respiratórios, não apenas o coronavírus).
No entanto, a mortalidade por SRAG é maior na população a partir de 65 anos. Idosos, assim como pessoas imunocomprometidas e com determinadas doenças crônicas, continuam no grudo de risco de agravamento da doença. No Calendário Nacional de Vacinação, idosos a partir de 60 anos têm recomendação de doses semestrais contra a Covid-19.
Onde os casos estão mais graves?
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quando os sintomas respiratórios agravam e podem exigir hospitalização, também aumentaram - apesar da incidência ainda ser considerada baixa. No Mato Grosso, o coronavírus tem sido o principal responsável pelo crescimento das ocorrências de SRAG.
Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, há sinais de aumento dos casos graves de Covid-19 em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Confira os dados do Ministério da Saúde, de 2026, em todo o País, até 31 de outubro:
- 3.479 hospitalizações por SRAG com detecção do SARS-CoV-2
- 437 mortes de pacientes com quadros graves com o vírus
Isso não siginifica que todas as mortes foram causadas pelo vírus do Covid, já que incluem pacientes mais de um vírus respiratório simultaneamente. Nas últimas quatro semanas, o coronavírus foi identificado em 8,5% dos casos graves com resultado positivo para vírus respiratórios e em 24,1% dos óbitos desse grupo, segundo a Fiocruz.
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