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Próstata aumentada: sintomas, tratamento e quando a cirurgia é indicada

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Aumento da próstata não é câncer, mas exige diagnóstico e acompanhamento médico - Banco de Imagens / Freepik
Aumento da próstata não é câncer, mas exige diagnóstico e acompanhamento médico
Por Bárbara Ferreira

01/02/2026 | 13h00

São Paulo, 01/02/2026 - A próstata é um órgão masculino que auxilia na fertilidade, mas pode causar complicações como o câncer e a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), também chamada de próstata aumentada. Esse aumento é benigno, ou seja, não é cancerígeno, mas é um problema de saúde que causa sintomas no sistema urinário e precisa ser tratado. 

Não se sabe ao certo o que causa a doença, que atinge majoritariamente homens com mais de 50 anos, segundo explicou o urologista Alexandre Iscaife, médico da Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, em entrevista ao VIVA. “Câncer não vira o crescimento e crescimento não vira câncer. O que pode acontecer é [ambas doenças] coexistirem na próstata”, explicou o médico. 

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Quais são os sintomas de próstata aumentada?

O principal sintoma são problemas para urinar. Segundo o urologista, a próstata está localizada entre a bexiga e a uretra no pênis e, quando cresce, pode obstruir a passagem da urina. Situações que podem servir de alerta: 

  • Jato urinário fraco;
  • Necessidade de fazer força para urinar;
  • Aumenta das idas ao banheiro de dia de noite;
  • Sair pouca urina e ter que voltar ao banheiro várias vezes para esvaziar a bexiga;
  • Urgência para urinar, não consegue segurar.
Com o passar do tempo, isso vai piorando e pode acontecer de travar a urina. É uma situação de urgência, tem que correr para um pronto-socorro para colocar uma sonda, porque ele vai sentir dor e desconforto muito grande por não conseguir urinar. A gente chama isso de retenção na área aguda.”

Com uma possível piora do quadro clínico, o homem com próstata aumentada pode apresentar sangramento, infecções de urina graves, pedras nas bexigas e nos rins, que podem até começar a parar de funcionar, explica Alexandre Iscaife. 

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Qual é o tratamento?

Assim que a doença é diagnosticada, o tratamento começa com medicação, que alivia a obstrução e melhora o fluxo da urina, além deatuar na redução de até 20% da próstata. O urologista é quem avalia qual remédio é indicado para cada caso. Por vezes, o paciente precisa tomar medicamento para o resto da vida.

Iscaife explica que, depois de seis meses de uso, a medicação pode causar impotência sexual e perda da libído. Esse é um efeito colateral do remédio e não da doença. “É sempre colocado para o paciente os benefícios e os riscos, então a decisão é compartilhada sobre o uso da medicação ou não”, disse. Em alguns casos, os resultados podem não satisfatórios e a cirurgia é necessária.

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Quando é indicado cirurgia?

A cirurgia é o tratamento definitivo que pode ser considerado quando o paciente não quer ou não tolera a medicação, ou ainda quando esta não faz o efeito esperado. O homem também se torna um candidato à cirurgia quando tem sintomas mais graves ou infecções recentes. 

“A cirurgia vai curar e resolver o problema”, diz o urologista. O procedimento para conter a hiperplasia é feito pela uretra e o médico tira todo o 'miolo' da próstata com um laser, para que as funções urinárias voltem ao normal e o órgão não volte a crescer.

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Segundo o médico, a cirurgia não interfere na ereção do homem ou no orgasmo, apenas pode reduzir a quantidade de líquido na ejaculação. “Uma parte do líquido seminal é produzida por esse miolo da próstata, o adenoma, e a outra parte é nas vesículas seminais. Esse líquido vai sair bem pouquinho depois da cirurgia, uma parte fica retida ali, ou volta para bexiga e sai na urina. Isso não interfere em nada no prazer, o orgasmo do homem, apenas pode prejudicar a fertilidade”, explicou o médico.

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