Qual é a diferença entre o colesterol "bom" e o "ruim"? Veja taxas normais
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São Paulo — O colesterol é um tipo de gordura essencial para o funcionamento do organismo humano. Ele participa da estrutura das membranas celulares e atua na síntese de hormônios e ácidos biliares. Contudo, por ser insolúvel no sangue, o colesterol precisa se ligar a proteínas para se deslocar pela circulação. Esse transporte dá origem às lipoproteínas, popularmente conhecidas pelas siglas HDL e LDL, responsáveis pelos papeis protetores ou de risco à saúde cardiovascular.
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Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o acompanhamento constante das frações de colesterol é um dos pilares para a prevenção de doenças como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).
LDL
A lipoproteína de baixa densidade (Low-Density Lipoprotein, ou LDL) é classificada tradicionalmente como o colesterol "ruim". A principal função do LDL é transportar o colesterol do fígado para as células e tecidos do corpo.
O risco associado ao LDL surge quando seus níveis circulantes ultrapassam os limites recomendados. O excesso de partículas de LDL facilita o acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias, processo conhecido como aterosclerose.
Com o tempo, essas placas ficam rígidas e estreitam os vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo sanguíneo e aumentando a probabilidade de formações de trombos. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indica que os alvos de LDL variam conforme o risco cardiovascular do paciente:
- Risco baixo: LDL abaixo de 130 mg/dL;
- Risco intermediário: LDL abaixo de 100 mg/dL;
- Risco alto: LDL abaixo de 70 mg/dL;
- Risco muito alto: LDL abaixo de 50 mg/dL.
HDL
A lipoproteína de alta densidade (High-Density Lipoprotein, ou HDL) cumpre o papel inverso ao do LDL, sendo chamada de colesterol "bom".
O HDL realiza o chamado transporte reverso do colesterol: ele recolhe o excesso de lipídios presentes nos tecidos e nas artérias e o conduz de volta ao fígado, onde a substância é metabolizada e excretada pelo organismo. Esse mecanismo previne a deposição arterial de gordura e auxilia no combate aos processos inflamatórios vasculares.
Para a manutenção da proteção cardiovascular, os parâmetros de referência nacionais recomendam que os níveis de HDL permaneçam superiores a 40 mg/dL.
Fatores de risco e medidas de prevenção
De acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a elevação do colesterol total e do LDL decorre de uma combinação de fatores genéticos e hábitos de vida. O consumo frequente de gorduras saturadas e trans, o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo são apontados como os principais agravantes modificáveis.
A prevenção e o controle dos níveis de colesterol exigem intervenções continuadas de estilo de vida, orientadas por equipes de saúde:
- Alimentação equilibrada: aumento do consumo de fibras solúveis (presentes em aveia, leguminosas e frutas) e substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas (encontradas em azeite de oliva, peixes e castanhas);
- Atividade física regular: a prática constante de exercícios aeróbicos contribui para a elevação dos níveis de HDL e melhora o perfil metabólico geral;
- Cessação do tabagismo: o hábito de fumar reduz as taxas de HDL e agride a parede interna dos vasos, acelerando a aterosclerose;
- Acompanhamento médico: exames de sangue periódicos, como o lipidograma, permitem a detecção precoce de alterações e orientam a necessidade de tratamento medicamentoso, quando indicado.
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