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Falta de planejamento sucessório ameaça previdência fechada, diz especialista

Ausência de profissionais preparados compromete a continuidade administrativa e levar à perda de conhecimento, afirma Antônio Martiningo, da UniAbrapp

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Por Broadcast

22/10/2026 | 17h36

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Para Martiningo, renovação pode contribuir para reduzir dependência deprofissionais específicos - Reprodução/Linkedin
Para Martiningo, renovação pode contribuir para reduzir dependência deprofissionais específicos
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A falta de planos de sucessão para cargos estratégicos na previdência complementar fechada no Brasil representa um risco significativo, podendo comprometer a continuidade da gestão e resultar na perda de conhecimento acumulado em entidades que administram grandes somas de recursos.

Antônio Martiningo, especialista da UniAbrapp, destaca que a tradição de manter os mesmos dirigentes por longos períodos contribui para a ausência de planejamento, o que pode levar à perda da memória institucional quando esses profissionais se afastam.

Embora a adoção de planos de sucessão ainda seja incipiente, há sinais de mudança nas maiores entidades do setor, que estão incentivando práticas de governança para reduzir a dependência de indivíduos específicos e garantir a continuidade da gestão.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A falta de planos estruturados de sucessão para cargos estratégicos é um dos principais riscos para a indústria de previdência complementar fechada no Brasil, afirmou Antônio Martiningo, especialista da Universidade Corporativa da Previdência Complementar (UniAbrapp).

Segundo ele, a ausência de profissionais preparados para substituir dirigentes pode comprometer a continuidade da gestão e levar à perda de conhecimento acumulado em entidades que administram bilhões de reais em recursos.

Para Martiningo, o primeiro passo para enfrentar o problema é identificar as posições-chave e estabelecer uma linha sucessória, com profissionais preparados para assumir as funções em caso de saída dos atuais ocupantes. "Normalmente, em grandes empresas, já existem os nomes da linha sucessória. Quem será o segundo e o terceiro para aquela posição", disse.

O especialista avalia que a tradição de manter os mesmos dirigentes por décadas contribui para a falta de planejamento no setor. Quando um profissional deixa o cargo, parte significativa da memória institucional pode se perder, especialmente quando não há processos formais para documentar decisões, transmitir conhecimento e preparar substitutos.

Nosso setor é muito tradicional, de empresas e de pessoas. As mesmas pessoas ficam nos mesmos cargos por décadas. Quando você perde essa pessoa, perde toda a memória, porque não tem um plano de sucessão. E estamos falando de empresas que têm bilhões sob gestão.
Antônio Martiningo, especialista da UniAbrapp

Apesar de considerar que a adoção de planos de sucessão ainda é incipiente, Martiningo observa sinais de mudança entre as maiores entidades do segmento. Segundo ele, a renovação de dirigentes também pode contribuir para estimular práticas de governança que reduzam a dependência de profissionais específicos.

 "Na nossa indústria, há dirigentes muito tradicionais. Eles se conhecem pelo nome, parece até uma indústria familiar, e não é uma indústria familiar. Mas vejo as três maiores, por onde passei, incentivando esse movimento", disse.

Governança e gestão de riscos

O planejamento sucessório integra as práticas de governança e gestão de riscos porque busca assegurar que funções essenciais continuem sendo exercidas mesmo diante da aposentadoria, do desligamento ou da substituição de dirigentes.

Em entidades fechadas de previdência complementar, responsáveis pela administração de recursos destinados ao pagamento de benefícios futuros, a continuidade da gestão é relevante para preservar processos, controles e conhecimento institucional.

As declarações ocorreram durante o painel “Gestão de Riscos na Previdência Complementar”, no 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), em São Paulo.

(Por Jean Mendes)

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