Mercado Bitcoin sofre ataque hacker de US$ 50 mi; clientes não têm perdas
A corretora de criptoativos suspende, por medida de segurança, saques e depósitos após ataque que resultou em perdas significativas
Por Broadcast
02/11/2026 | 11h48Envato
A corretora de criptoativos Mercado Bitcoin sofreu um ataque cibernético resultando em perdas de US$ 50 milhões, mas garantiu que as contas dos clientes não foram afetadas e suspendeu temporariamente saques e depósitos como medida de segurança.
O ataque ocorreu em carteiras quentes da empresa, que são conectadas à internet, enquanto as carteiras frias, que armazenam a maior parte dos ativos offline, permaneceram intactas; transferências foram identificadas para contas recém-criadas em diversas redes blockchain.
O incidente acontece logo após o prazo para que corretoras de criptoativos no Brasil solicitassem autorização ao Banco Central, com o Mercado Bitcoin tendo protocolado seu pedido em 27 de outubro, e a empresa possui 4,5 milhões de clientes.
São Paulo - A corretora de criptoativos Mercado Bitcoin (MB) sofreu um ataque cibernético que totalizou US$ 50 milhões em perdas. A empresa informa em nota que paralisou as operações fraudulentas e que não há prejuízo às contas de clientes. Por medida de segurança, saques e depósitos estão temporariamente suspensos.
A ocorrência foi registrada em carteiras conhecidas como quentes, as hot wallets, do Mercado Bitcoin, que são contas digitais conectadas à internet e não armazenam a maior parte dos ativos da empresa. As chamadas carteiras frias, as cold wallets, que ficam offline, não foram afetadas.
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Pela manhã desta segunda-feira, 2, a empresa de segurança blockchain Hypernative identificou que transferências foram feitas de carteiras da corretora para contas recém-criadas. As transações foram feitas na madrugada, de acordo com a empresa de segurança. Ainda segundo os registros, foram movimentados valores em redes blockchain como bitcoin, ethereum, solana e tron, entre outras.
O episódio ocorre poucos dias após o encerramento, em 30 de outubro, do prazo para que as corretoras de criptoativos que já operavam no Brasil protocolassem pedidos de autorização junto ao Banco Central (BC). O MB apresentou seu pedido de licença em 27 de outubro.
A companhia foi fundada em 2013 e informa ter 4,5 milhões de clientes. Entre seus investidores estão a Tether, maior emissora de stablecoins do mundo, o grupo japonês SoftBank, sócio da companhia desde 2021, e a GP Investimentos.
(Por Aramis Merki II)
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