CONFIRA

Coreia do Norte nega envolvimento em roubo bilionário de criptomoedas

Na última sexta-feira, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, informou que hackers haviam roubado mais de US$ 6 bilhões

Broadcast

Por Broadcast

03/11/2026 | 08h00

KCNA

Governo norte-coreano chamou a declaração do FBI de “provocação banal” - KCNA
Governo norte-coreano chamou a declaração do FBI de “provocação banal”
Ouvir texto 2:27 1x

A Coreia do Norte negou envolvimento no roubo de mais de US$ 6 bilhões da Binance, classificando as acusações dos EUA como uma 'provocação banal'. O FBI atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, que também é responsável por um roubo anterior na corretora Bybit.

Especialistas indicam que o país tem aumentado suas atividades cibernéticas ilícitas para financiar sua economia e programa nuclear, com estimativas apontando que hackers norte-coreanos roubaram cerca de US$ 1,1 bilhão em criptomoedas nos últimos cinco anos.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul alertou sobre a crescente ameaça das atividades cibernéticas da Coreia do Norte à economia digital global, enquanto o país intensifica testes de armas, possivelmente para fortalecer sua posição em futuras negociações com os EUA.

Resumo gerado por IA

Seul - A Coreia do Norte negou, nesta terça-feira, o seu envolvimento no recente roubo de criptomoedas da Binance. O país classificou como uma “provocação banal” a declaração dos Estados Unidos de que hackers norte-coreanos estariam por trás do ataque.

Na última sexta-feira, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, informou que hackers haviam roubado mais de US$ 6 bilhões, no que seria o maior ataque do tipo já registrado. Posteriormente, o FBI atribuiu a operação ao grupo TraderTraitor, também responsabilizado pelo roubo de US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit no ano passado.

Kim Yo Jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, chamou a declaração do FBI de “provocação banal” e “retórica absurda”. Segundo ela, os EUA tentam associar o país a crimes cibernéticos sempre que incidentes de grande escala ocorrem no mundo.

“Desta vez, confirmamos, mais uma vez, a postura hostil de Washington em relação à RPDC”, afirmou Kim, referindo-se à República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país. Ela acrescentou que Pyongyang acompanha de perto as “provocações persistentes” dos EUA.

Especialistas afirmam que a Coreia do Norte têm recorrido cada vez mais a roubos de criptomoedas e outras atividades cibernéticas ilícitas para obter divisas, financiar sua economia fragilizada e sustentar o programa nuclear, em meio a sanções internacionais.

Em 2022, a inteligência sul-coreana estimou que hackers norte-coreanos haviam roubado 1,5 trilhão de wons (US$ 1,1 bilhão) em criptomoedas e outros ativos virtuais nos cinco anos anteriores.

Ameaça à economia digital

Apesar das negativas de Pyongyang, o país é frequentemente associado a grandes ataques cibernéticos, como a campanha que paralisou instituições financeiras sul-coreanas em 2013, a invasão à Sony Pictures em 2014 e a disseminação do malware WannaCry em 2017.

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul alertou que as atividades cibernéticas ilícitas de Pyongyang representam uma ameaça crescente à economia digital global. Seul afirmou que coopera estreitamente com Washington e outros países para combater o problema.

O episódio ocorre em meio à intensificação dos testes de armas norte-coreanos, possivelmente para ampliar o poder de negociação do país em uma eventual retomada do diálogo com os EUA. Na terça-feira, Pyongyang anunciou o teste de uma nova ogiva de fragmentação para mísseis de cruzeiro estratégicos. O presidente americano, Donald Trump, já manifestou interesse em retomar as relações diplomáticas com Kim Jong Un.

Questionado sobre o roubo durante uma festa de Halloween em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que os investigadores ainda não tinham certeza sobre a autoria do ataque. “Não estou preocupado. Estamos nos informando sobre o assunto. Não sabemos se é a Coreia do Norte”, disse, acrescentando que as investigações ainda poderiam apontar o envolvimento do país.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, Kim Yo Jong voltou a criticar Washington e afirmou que Pyongyang tem “questões a reconsiderar” diante da atitude hostil dos EUA.

Fonte: Associated Press

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.