Temporais com ventos de 109 km/h deixam rastro de destruição no Paraná
Segundo a Defesa Civil, as cidades de Maringá, na região norte, e Marquinho, no centro-sul do Estado, figuram entre as mais prejudicadas
Por Estadão Conteúdo
03/11/2026 | 08h00Prefeitura de Maringá
Fortes tempestades afetaram 21 municípios do Paraná, impactando 4 mil pessoas e causando danos em 456 residências, com uma casa completamente destruída e 28 moradores abrigados.
As cidades de Maringá e Marquinho foram as mais atingidas, com ventos de até 109,1 km/h e chuvas de 91 milímetros, resultando em queda de árvores e danos significativos em escolas e unidades de saúde.
A Prefeitura de Maringá declarou estado de calamidade pública, suspendeu aulas em cinco escolas e a Companhia Paranaense de Energia trabalha para restabelecer o fornecimento de energia a mais de 113 mil imóveis afetados, enquanto alertas de novas tempestades permanecem em vigor.
São Paulo - Uma série de fortes tempestades atingiu 21 municípios do Paraná entre o domingo, 1.º, e a madrugada desta segunda-feira, 2, deixando um rastro de destruição. Segundo boletim da Defesa Civil estadual, 4 mil pessoas foram diretamente impactadas pelos temporais. Ao menos 456 residências sofreram danos, uma foi totalmente destruída e 28 moradores precisaram ser encaminhados a abrigos.
As cidades de Maringá, na região norte, e Marquinho, no centro-sul do Estado, figuram entre as mais prejudicadas. Em Maringá, as rajadas de vento alcançaram 96,3 km/h, provocando a queda de árvores, o destelhamento de imóveis e o bloqueio de vias. A estrutura de cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros local cedeu e os destroços atingiram móveis, arquivos e equipamentos eletrônicos da corporação.
Leia também
A Prefeitura de Maringá decretou estado de calamidade pública. Foram registradas 363 ocorrências de queda de árvores e as aulas foram suspensas nesta terça-feira, 3, em cinco escolas municipais que registraram danos em decorrência do forte temporal.
Em Altônia, no noroeste paranaense, as rajadas chegaram a 109,1 km/h, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O maior volume de chuvas ocorreu em Assis Chateaubriand, no oeste, acumulando 91 milímetros.
Em Marquinho, a tempestade foi acompanhada por forte queda de granizo, que perfurou telhados de residências, estabelecimentos comerciais, escolas e unidades de saúde. A infiltração de água causou alagamentos internos e a perda de computadores e eletrodomésticos. Situação semelhante foi registrada no município de Laranjal, também na região central, onde a prefeitura contabilizou danos nas casas de pelo menos 30 famílias.
Os eventos climáticos causaram grave impacto na rede elétrica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que, até a tarde desta segunda-feira, mais de 113 mil imóveis permaneciam sem fornecimento de energia, com equipes mobilizadas para o restabelecimento do serviço.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas de tempestade vigentes para o Paraná, com risco de nova queda de granizo e ventos de até 100 km/h. Segundo o Simepar, embora a tendência para a noite desta segunda-feira seja de redução gradual na instabilidade, a região oeste ainda pode registrar precipitações fortes devido à combinação de calor e umidade.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
Agora
