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Moraes diz que STF precisa aprender a se comunicar melhor nas redes sociais

Declaração foi feita em encontro na manhã de hoje com 26 influenciadores digitais convidados pelo Supremo Tribunal Federal para participar de debates

Broadcast

Por Broadcast

14/08/2025 | 13h50

Rosinei Coutinho/STF

Declaração de Moraes ocorreu durante o evento "Leis e likes: o papel do Judiciário e a influência digital", promovido pelo STF - Rosinei Coutinho/STF
Declaração de Moraes ocorreu durante o evento "Leis e likes: o papel do Judiciário e a influência digital", promovido pelo STF
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Brasília, 14/08/2025 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que a Corte precisa "aprender a se comunicar melhor", inclusive por meio das redes sociais. A declaração foi feita em encontro na manhã de hoje com 26 influenciadores digitais convidados pelo Supremo para participar de debates e atividades na sede do Tribunal. O evento "Leis e likes: o papel do Judiciário e a influência digital" ocorreu também no ano passado e se insere dentro do projeto da gestão do presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, de aproximar o Judiciário da sociedade.

"Essa ideia hoje desse encontro do nosso presidente Barroso é uma ótima ideia, porque nós não sabemos nos comunicar bem. Primeiro que 80% das pessoas dormem enquanto a gente vota. Das 20% que ficam acordadas, 10% não entendem, e as outras 10% não concordam. Então, é uma dificuldade", disse Moraes.

"Nós precisamos aprender a nos comunicar melhor, e precisamos aprender a nos comunicar melhor via redes sociais. Como a gente faz isso? Eventos como esse para vocês conhecerem exatamente como é aqui, qual é a ideia, e terem uma percepção mais fácil para passar nas redes sociais", complementou.

Na roda de conversa, Moraes foi questionado por influenciadores sobre desafios no combate à desinformação e também foi instado a responder críticas da sociedade à atuação do Supremo - em relação a decisões monocráticas e a uma suposta rapidez no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em contraste com a ação sobre fraudes no INSS, por exemplo.

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Moraes respondeu que todas as decisões monocráticas importantes passam por referendo dos colegiados - turmas ou plenário. "Ou a gente coloca para a referendo as decisões importantes, ou decisões que nós chamamos de interlocutórias são passíveis de recurso", afirmou.

Rapidez

Sobre a suposta rapidez fora do comum para julgar Bolsonaro, Moraes disse que a ação penal deve ser mais célere quando há réus presos e os prazos processuais não são suspensos nos recessos do Judiciário. Em relação à crítica de que a ação teria andado mais rápido do que o caso do INSS, Moraes lembrou que a investigação sobre a tentativa de golpe começou há cerca de dois anos, já o escândalo do INSS veio à tona em abril.

Além disso, ressaltou Moraes, ele não é relator das ações sobre a fraude no INSS, que estão sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli. "Eu não sou o relator de tudo no mundo. Gostaria até de ser, mas não sou", brincou.

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