CONFIRA

RS tem 20 feridos e rastro de destruição após temporal com granizo

Defesa Civil contabiliza 90 ocorrências em 84 municípios, 77 deles com danos humanos ou materiais; não há registro de mortes

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

05/11/2026 | 12h53

Eduardo Canali/Prefeitura de Tapejara

Temporal provocou alagamento no município de Tapejara, nordeste do Rio Grande do Sul - Eduardo Canali/Prefeitura de Tapejara
Temporal provocou alagamento no município de Tapejara, nordeste do Rio Grande do Sul
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Temporais com granizo e vendavais no Rio Grande do Sul entre 3 e 4 de outubro causaram destruição significativa, resultando em 20 feridos e danos em 84 municípios, com 90 ocorrências registradas pela Defesa Civil.

As tempestades afetaram 41 escolas e nove estabelecimentos de saúde, sendo Nova Prata a cidade mais impactada, com 15 feridos e milhares de casas danificadas, além de um alto número de descargas elétricas registradas em Santa Maria.

A combinação de uma corrente de ar quente e úmido da Amazônia com um sistema de baixa pressão na região favoreceu a formação de nuvens carregadas, levando a tempestades mais intensas e duradouras, com previsão de monitoramento contínuo das condições climáticas.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Temporais com granizo e vendavais atingiram diferentes regiões do Rio Grande do Sul entre a noite de terça-feira, 3, e a manhã da quarta-feira, 4, deixando um rastro de destruição: casas destelhadas, árvores derrubadas e plantações danificadas. Segundo a Defesa Civil, as fortes chuvas, ventos e descargas elétricas deixaram 20 feridos.

O órgão contabiliza 90 ocorrências em 84 municípios, 77 deles com danos humanos ou materiais. Não há registro de mortes.

Os temporais também danificaram 41 escolas e nove estabelecimentos de saúde. O município de Nova Prata, na região da Serra Gaúcha, foi o mais atingido: 15 feridos, 2.700 casas e sete escolas foram danificadas.

Observatório Bate-Papo Astronômico registrou mais de 800 descargas elétricas em Santa Maria. As rajadas de vento chegaram a 33 km/h.

Segundo a Climatempo, uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia chegou com força ao Sul do Brasil entre terça e quarta. Esse fluxo abastece a atmosfera com calor e umidade, a combinação que alimenta as nuvens de chuva.

Ao mesmo tempo, um sistema de baixa pressão que se intensifica entre o norte da Argentina e o Paraguai favorece a formação de nuvens muito carregadas sobre o Estado.

A MetSul explica que, nessas condições, as tempestades se agrupam em grandes conjuntos, mais extensos e duradouros que um temporal isolado. Por isso produzem chuva forte, muitos raios e rajadas de vento capazes de causar estragos.

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