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Eleições 2026

Denúncias de assédio eleitoral crescem 24,6% em 2026 em relação a 2022

Até as 10h desta quinta-feira, 29, o MPT recebeu 3.396 queixas ligadas às eleições deste ano. De janeiro a outubro de 2022, foram 2.726

Pedro Marques

Por Pedro Marques

29/10/2026 | 13h57

Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o MPT, as denúncias dispararam depois do segundo turno - Tomaz Silva/Agência Brasil
Segundo o MPT, as denúncias dispararam depois do segundo turno
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As denúncias de assédio eleitoral registradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) aumentaram 24,6% em 2026 em comparação com 2022, totalizando 3.396 queixas até o final de outubro, superando o total do ano anterior.

O crescimento das denúncias é notável especialmente no período de janeiro a setembro, onde o MPT recebeu cerca de 800 casos, em contraste com apenas 85 no mesmo intervalo de 2022, com São Paulo liderando as queixas.

Para combater o assédio eleitoral, o MPT entrou com uma ação civil pública contra a Meta, solicitando a remoção de publicações que incentivam a vigilância de eleitores e uma indenização de R$ 50 milhões, enquanto deputados do PT pedem investigações sobre campanhas de boicote a eleitores.

Resumo gerado por IA

São Paulo - As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) já cresceram 24,6% em 2026 na comparação com o mesmo período de 2022. Até as 10h desta quinta-feira (29), o órgão contabilizava 3.396 queixas relativas às eleições deste ano. De janeiro a outubro de 2022, o total foi de 2.726. São 670 denúncias a mais.

A comparação usa os dez primeiros meses dos dois anos eleitorais. O ano de 2022 fechou com o total de 3.373 denúncias, e o volume de 2026 já supera esse total em 23 casos relatados ao MPT.

Assédio eleitoral, no acompanhamento feito pelo MPT, é a pressão exercida no ambiente de trabalho para constranger o voto: ameaça de demissão, promessa de benefício ou cobrança de apoio a candidato, partido ou posição política. Vale ressaltar que uma denúncia registrada não significa que o caso tenha sido comprovado na Justiça.

Segundo turno teve mais queixas

Segundo o MPT, as denúncias dispararam depois do segundo turno e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foram registradas 1.459 denúncias até as 10h desta quinta-feira, 29. Faltando dois dias para o fim de outubro, cerca de 2,6 mil casos de assédio eleitoral foram relatados ao órgão.

O número é similar ao de outubro de 2022, quando foram registradas 2.641 denúncias ao longo de todo o período. A principal mudança está no período anterior. De janeiro a setembro de 2022 o MPT recebeu 85 denúncias. Neste ano, o mesmo intervalo fica em torno de 800, com concentração dos casos em setembro deste ano.

São Paulo lidera denúncias

Com 620 relatos de assédio eleitoral, ou 18,3% das queixas, o Estado de São Paulo é o que soma o maior número de denúncias do País. Minas Gerais e Paraná aparecem em seguida, com 351 e 338 reclamações, respectivamente. Rio de Janeiro (252) e Rio Grande do Sul (223) vêm em seguida. No outro extremo, Roraima tem o menor volume, sete denúncias.

Atuação nas redes sociais

Como forma de reduzir o número de assédios eleitorais, o MPT entrou, nesta quinta-feira (29), com ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do Threads. O órgão cobra que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto. Pede, ainda, R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.

A ação aponta a responsabilidade da plataforma digital, pois, além de permitir conteúdos ilegais durante dias, os próprios sistemas de recomendação da empresa, como a aba ‘Explorar’ e os ‘Reels’ sugeridos, ampliam o alcance do que gera mais engajamento. As postagens seguiam no ar dois dias depois de publicadas, embora as regras da própria Meta admitam a remoção de conteúdos que violem a lei.

Deputados do PT acionam PGR e PF

Para lidar com as denúncias, deputados federais do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma investigação nacional sobre campanhas de boicote e incentivo à demissão de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A representação também solicita a apuração de uma publicação atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que desafia comerciantes de esquerda a expor a bandeira do PT em seus estabelecimentos.

O pedido, apresentado pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares, aponta a circulação de listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito em municípios de ao menos oito unidades da Federação.

(Colaborou Gabriel Gonçalves, especial para a Broadcast)

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