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Dia do Alzheimer: 5,6 milhões de brasileiros devem ter demência até 2050

Hábitos saudáveis estão associados a melhor saúde cerebral e menor probabilidade de declínio cognitivo e demência, afirma OMS

Redação Viva

Por Redação Viva

21/09/2026 | 08h00

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Alzheimer é considerado o tipo mais comum de demência, cerca de 60% a 70% dos casos - Unsplash
Alzheimer é considerado o tipo mais comum de demência, cerca de 60% a 70% dos casos
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O Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, destaca a condição que afeta 57 milhões de pessoas globalmente, com 10 milhões de novos casos anualmente, segundo a OMS. No Brasil, 2,71 milhões de pessoas convivem com demência, e esse número pode ultrapassar 5,6 milhões até 2050.

Fatores genéticos e de idade influenciam o desenvolvimento da demência, mas 45% dos riscos estão associados a fatores modificáveis, como sedentarismo e isolamento social. Hábitos saudáveis podem não garantir a prevenção, mas estão ligados a uma melhor saúde cerebral e menor risco de declínio cognitivo.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Celebrado no dia 21 de setembro, o Dia Mundial do Alzheimer chama a atenção para a condição que já atinge 57 milhões de pessoas em todo o mundo. São 10 milhões de novos casos a cada ano. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença de Alzheimer é considerada o tipo mais comum de demência, cerca de 60% a 70% dos casos.

No Brasil, o "Relatório Nacional sobre a Demência: epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras", elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revelou que 2,71 milhões de pessoas convivem com a demência, o que representa 8,5% da população nacional. As projeções do estudo apontam que, até 2050, o número deve mais do que dobrar, chegando a 5,6 milhões.

Hábitos para cuidar e prevenir

Mesmo que fatores genéticos e de idade tenham grande influência e não possam ser mudados, eles não determinam o surgimento da doença - afinal, estilos de vida e de saúde podem ser modificados

Calcula-se que 45% dos riscos de demência podem estar ligados a fatores alteráveis, como sedentarismo, isolamento social e perdas auditivas não tratadas, aponta levantamento da OMS.

A neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da plataforma digital NeuronUP, faz uma ressalva de que hábitos saudáveis não garantem que a pessoa não desenvolva a condição, mas estão associados a uma saúde cerebral melhor e menor probabilidade de declínio cognitivo e demência. 

Nunca é tarde demais para agir sobre esses aspectos. Esse início pode passar por atividades cotidianas, como cozinhar, conversar e ouvir música.
Martha Valeria Medina, neuropsicóloga

Dentre as recomendações, ela destaca a prática de exercício físico regular, combinando exercícios aeróbicos e força. O importante é fugir do sedentarismo.

O cérebro deve ser estimulado frequentemente, aprendendo coisas novas e realizando atividades que representam um desafio mental. Manter os vínculos sociais também é fundamental, conversando e compartilhando as atividades. 

(Por Marya Marcondes, especial para o VIVA)

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