O que é Catarata: sintomas, causas, tipos e tratamento
Foto: Envato Elements
Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 09/01/2026 - A catarata, principal causa de cegueira tratável no mundo, segue como um dos problemas oftalmológicos mais comuns no Brasil, especialmente entre pessoas acima dos 60 anos.
Caracterizada pela opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável por focalizar as imagens, a doença compromete progressivamente a visão e, sem tratamento adequado, pode levar à perda visual significativa, conforme informações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
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O diagnóstico é feito em consultório oftalmológico e o tratamento, quando indicado, é cirúrgico, com alta taxa de sucesso.
O que é a catarata?
Um cristalino saudável é transparente e permite a passagem da luz até a retina, na catarata, essa estrutura torna-se opaca, dificultando a formação das imagens.
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Deixando uma visão embaçada, semelhante a enxergar por meio de um vidro fosco. Embora esteja associada ao envelhecimento natural, a doença pode surgir em qualquer fase da vida, dependendo da causa.
Principais sintomas
Os sinais iniciais costumam ser sutis e, por isso, muitas vezes ignorados, a visão passa a oscilar ao longo do dia e piora gradualmente. Entre os sintomas mais frequentes estão a:
- Dificuldade para enxergar com nitidez;
- Alteração na percepção das cores;
- Sensibilidade à luz;
- Halos ao redor de lâmpadas à noite;
- Aumento do grau de óculos;
- Visão dupla; ou
- Sensação de sombra.
Em estágios avançados, é possível notar uma mancha esbranquiçada ou amarelada no centro da pupila.
Causas e fatores de risco
A forma mais comum é a catarata senil, relacionada ao envelhecimento do organismo e geralmente diagnosticada após os 60 anos.
Há, no entanto, outras origens possíveis, a catarata congênita ocorre quando a criança nasce com a doença, geralmente associada a infecções intrauterinas ou alterações na formação do globo ocular.
Traumas oculares, mesmo sem perfuração, também podem desencadear a opacificação do cristalino.
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Doenças metabólicas, como o diabetes, aceleram o processo e costumam levar a uma perda visual mais rápida. O uso prolongado de alguns medicamentos, especialmente corticoides, é outro fator reconhecido de risco.
Tipos de catarata
Além da classificação por causa, a catarata pode ser dividida conforme a região do cristalino afetada, as mais comuns são:
- Nuclear, que compromete o centro da lente;
- Cortical, que afeta as bordas;
- Subcapsular posterior, frequentemente associada ao uso de medicamentos ou a doenças metabólicas.
Cada tipo pode impactar a visão de maneira diferente e influenciar a indicação do tratamento.
Tratamento
Não há colírios, óculos ou medicamentos capazes de reverter a catarata, o único tratamento eficaz é a cirurgia, indicada quando a perda visual começa a interferir nas atividades diárias. Atualmente, as técnicas são seguras e amplamente utilizadas.
Na extração extracapsular, o cirurgião realiza uma incisão maior para remover o cristalino e substituí-lo por uma lente intraocular.
Já a facoemulsificação, técnica mais moderna, utiliza uma pequena abertura na córnea, pela qual o cristalino opacificado é fragmentado e aspirado.
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Em ambos os casos, a lente artificial assume a função da lente natural. Apenas em situações específicas, geralmente associadas a doenças oculares graves, o implante da lente não é possível.
Hábitos do dia a dia que colocam a visão em risco
Além das doenças, comportamentos rotineiros contribuem para o desgaste da saúde ocular, coçar os olhos com frequência, por exemplo, aumenta o risco de infecções e pode favorecer alterações na córnea.
Segundo a reportagem publicada pelo VIVA, passar longos períodos diante de telas sem pausas provoca fadiga visual, ressecamento e dores de cabeça, além de estar associado à progressão da miopia.
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O uso de óculos sem prescrição adequada também é prejudicial, assim como dormir com lentes de contato ou utilizá-las além do tempo recomendado, comprometendo a oxigenação da córnea.
Outro erro comum é aplicar colírios sem orientação médica, prática que pode mascarar doenças e causar dependência.
Por fim, negligenciar consultas regulares ao oftalmologista é um dos principais fatores para o diagnóstico tardio de doenças silenciosas, como glaucoma e degenerações da retina.
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Embora a catarata relacionada à idade não possa ser evitada, o acompanhamento oftalmológico regular permite identificar precocemente alterações visuais e definir o melhor momento para o tratamento.
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