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Congresso do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; vice assume

Peña havia anunciado renúncia, mas Câmara barrou saída imediata e enviou acusações ao Senado após crise e protestos ligados ao Banco Ueno

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Por Broadcast

06/11/2026 | 20h44

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Oposição argumentava que renúncia preservaria condição de potencial "senador vitalício" - Reprodução/X/@SantiPenap
Oposição argumentava que renúncia preservaria condição de potencial "senador vitalício"
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O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña, com 44 votos a favor, em meio a um escândalo relacionado ao colapso do Banco Ueno, que levou à sua renúncia e à perda de apoio político.

A crise bancária começou após a intervenção do Banco Central no Banco Ueno, que detinha cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, resultando em protestos e na detenção de executivos envolvidos.

O vice Pedro Alliana assumiu a presidência e Peña foi notificado sobre um mandado de prisão relacionado ao caso do banco.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira, 6, por 44 dos 45 senadores, o impeachment do presidente do país, Santiago Peña, em meio ao escândalo envolvendo o banco Ueno.

Peña anunciou na quinta-feira sua renúncia ao cargo, em meio à crise bancária provocada pelo colapso do Banco Ueno, após perder o apoio de seu próprio partido. Mas, pouco depois do anúncio, a Câmara votou por 78 a 0 para impedir que a renúncia fosse efetivada de imediato e encaminhou as acusações ao Senado.

Senadores da oposição defendem a destituição formal de Peña e argumentam que a renúncia preservaria sua condição de potencial "senador vitalício", com prerrogativas legais que poderiam dificultar eventual responsabilização, caso o procurador-geral Emiliano Rolón Fernández apresente denúncia.

Posse do vice

O vice-presidente Pedro Alliana já tomou posse como presidente do Paraguai perante o Congresso, conforme imagens da sessão parlamentar transmitidas pelo jornal paraguaio ABC.

Ontem, a Câmara dos Deputados do país rejeitou um pedido de impeachment contra Alliana. A proposta recebeu 48 votos contrários e 30 favoráveis, sem alcançar a maioria constitucional de dois terços necessária para o prosseguimento da acusação.

O mesmo jornal cita que Peña foi notificado quase simultaneamente à sessão legislativa de hoje sobre um mandado de prisão expedido contra ele pelo Ministério Público no caso do Banco Ueno. A Polícia Nacional chegou à residência do Peña, onde ele permanecerá sob custódia e à disposição da justiça, informou o ABC.

O que causou a crise?

A crise teve início após a intervenção do Banco Central no Banco Ueno, instituição ligada a antigos sócios de Peña. O banco concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da previdência estatal. O colapso provocou protestos em Assunção e a detenção de oito executivos e empresários.

(Por Thais Porsch e Patrícia Lara)

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