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Excesso de telas na infância pode prejudicar saúde dos ossos na vida adulta

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Crianças de até cinco anos que se movimentam pouco podem sofrer mais com osteoporose, fraturas e quedas na vida adulta - Envato
Crianças de até cinco anos que se movimentam pouco podem sofrer mais com osteoporose, fraturas e quedas na vida adulta
Por Bianca Bibiano

20/02/2026 | 16h11

São Paulo, 20/02/2026 - O tempo excessivo em frente às telas durante a infância tem despertado a atenção de especialistas por seus impactos que vão além do comportamento e da visão.

Ao substituir brincadeiras ativas como correr, pular e brincar ao ar livre, o sedentarismo infantil atrelado ao aumento de tempo em frente aos tablets e celulares pode comprometer a formação da saúde óssea, fase crucial em que o organismo constrói a base dos ossos que sustentará o corpo ao longo da vida.

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De acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), crianças e adolescentes devem praticar, em média, pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, principalmente aeróbica, como correr, pular, dançar e jogar.

Segundo o médico ortopedista Fabiano Nunes, da BP - Beneficência Portuguesa de São Paulo, isso é importante porque os ossos precisam de impacto e movimento para se desenvolverem fortes.

Atividades como correr e pular geram estímulos mecânicos que aumentam a densidade óssea, ainda na primeira fase da vida. Quando a criança passa muito tempo sentada em frente às telas, esse estímulo diminui.

O uso excessivo de telas, complementa o médico, também pode contribuir para má postura, fraqueza muscular e dores, o que interfere no desenvolvimento saudável do sistema ósseo.

Em casos de problemas na formação da massa óssea na primeira infância, o ortopedista alerta sobre o aumento de fraturas, mesmo com quedas leves, quando mais velho.

“Os ossos ficam mais fracos, aumentando a chance desse adulto apresentar doenças que deixam os ossos frágeis, como osteopenia e osteoporose, problemas de postura e dores nas articulações. Além disso, vale lembrar que a queda, por fraqueza muscular, é a terceira causa de mortalidade entre as pessoas com mais de 65 anos, perdendo apenas para doenças cardiovasculares e câncer”, enfatiza.

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Vitamina D prejudicada

Outro problema do excesso de telas é que as crianças passam mais tempo em ambientes fechados, o que reduz o contato com o sol e a produção natural de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio para os ossos.

A meta global da OMS estabelecida para reduzir os níveis de inatividade física em adultos e adolescentes é uma redução relativa de 15% até 2030, tendo como base o ano de 2010. Já para o uso de telas, atualmente, a recomendação geral é que apenas crianças acima de dois anos possam ter acesso a aparelhos digitais e por tempo regulado.

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Outros problemas associados

O tempo gasto com celulares, jogos eletrônicos e outros dispositivos também pode colocar a saúde cardíaca em risco, mostra estudo publicado em 2023 no Journal of the American Heart Association.

De acordo com a pesquisa, há maior risco de doenças cardiometabólicas, como pressão alta, colesterol elevado e resistência à insulina entre os jovens que dormem menos horas, sugerindo que o uso de telas pode prejudicar a saúde ao reduzir o tempo de sono.

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