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Saiba como se proteger contra golpes nas compras virtuais no Dia do Cliente

Dia do Cliente: Golpistas têm aproveitado para aplicar fraudes que variam de sites clonados a abordagens sofisticadas envolvendo IA

Alessandra Taraborelli

Por Alessandra Taraborelli

15/09/2026 | 09h49

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Golpistas aplicam fraudes que variam de sites clonados a abordagens sofisticadas envolvendo inteligência artificial - Adobe Stock
Golpistas aplicam fraudes que variam de sites clonados a abordagens sofisticadas envolvendo inteligência artificial
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São Paulo - O Dia do Cliente, comemorado neste 15 de setembro, é uma das datas aguardadas por consumidores em busca de promoções e oportunidades de compra. No entanto, o aumento do volume de vendas, especialmente no comércio eletrônico e nas transações digitais, traz também um alerta de segurança.

Golpistas têm aproveitado o momento para aplicar fraudes que variam de sites clonados a abordagens sofisticadas envolvendo inteligência artificial.

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Para garantir que a busca por descontos não se transforme em prejuízo, especialistas em direito do consumidor orientam sobre como identificar riscos, adotar práticas seguras e agir rapidamente em caso de fraude.

Cuidados nas compras virtuais

De acordo com alertas do Procon-SP, as abordagens no ambiente digital estão cada vez mais diversificadas. Entre as táticas mais comuns estão: anúncios falsos em redes sociais, mensagens contendo links maliciosos via SMS ou e-mail, falsas centrais de atendimento, cobranças indevidas para liberação de encomendas e manipulação de valores em máquinas de cartão no momento da entrega por delivery.

Para evitar cair nessas armadilhas, o Procon-SP recomenda:

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Evitar clicar em links externos: Mensagens recebidas por e-mail, SMS ou redes sociais devem ser desconsideradas. O próprio consumidor deve tomar a iniciativa de buscar o site oficial da loja digitando o endereço diretamente no navegador.

Verificar a procedência da loja: Antes de concluir a compra, confira se o site apresenta dados cadastrais claros, como CNPJ, endereço físico da empresa, telefone de contato e o prefixo "https" na URL.

Desconfiar de preços muito abaixo do mercado: Ofertas que exigem pagamento imediato, criam um senso de urgência exagerado ou cobram taxas adicionais para a entrega de supostos presentes devem ser checadas diretamente com o remetente oficial antes de qualquer transferência financeira.

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Atenção nas entregas por delivery: Durante o pagamento com cartão na máquina do entregador, o cartão deve permanecer em mãos do cliente. Além disso, recuse maquininhas com visores quebrados ou ilegíveis e confira sempre o valor digitado antes de inserir a senha.

Quando a fraude envolve anúncios ou páginas clonadas criadas por golpistas sem registro formal, a atuação dos órgãos administrativos de defesa do consumidor fica limitada pela ausência de um fornecedor legalmente constituído para ser responsabilizado. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia.

Inovação nas fraudes: o uso de IA e Pix

À medida que os meios digitais evoluem, as abordagens criminosas também se tornam mais complexas. A advogada Kamila Mendes, especialista em Direito do Consumidor e professora do curso de Direito da UNIASSELVI, ressalta que a popularização dos pagamentos instantâneos exige uma mudança constante nos hábitos de segurança.

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A especialista alerta para o avanço dos golpes que utilizam inteligência artificial (IA) para simular conversas reais por meio de clonagem de voz e deepfakes de imagem.

A inteligência artificial permite reproduzir a voz, a imagem e até a forma de falar de uma pessoa. Com isso, o criminoso pode se passar por um familiar, amigo, funcionário de banco ou autoridade. Atualmente, não basta confiar apenas na voz ou na imagem: é necessário confirmar a identidade por outro meio de contato antes de realizar qualquer pagamento."

Cuidado, pode ser golpe

Para se proteger nas transações via Pix, Kamila Mendes recomenda conferir atentamente o nome completo do destinatário e a instituição bancária antes de confirmar qualquer transferência. Também é fundamental não compartilhar senhas ou códigos de verificação e manter aplicativos e sistemas operacionais de celulares e computadores sempre atualizados.

Veja os principais tipos de golpes envolvendo compras:

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  • Falso funcionário de banco: Ligações ou mensagens simulando o atendimento da instituição financeira para solicitar dados sigilosos ou confirmações de transações.
  • Golpe do Pix enviado por engano: O golpista alega ter feito uma transferência incorreta por engano e pede que a vítima estorne o valor para uma conta diferente.
  • Ofertas falsas e QR Codes adulterados: Anúncios patrocinados direcionam para páginas clonadas ou geram cobranças que beneficiam terceiros.
  • Falso parente: Mensagens de emergência em aplicativos como o WhatsApp solicitando dinheiro de forma urgente.

O que fazer se você for vítima de um golpe?

A agilidade na resposta é crucial para mitigar os danos financeiros e tentar reaver valores transferidos. Se você perceber que caiu em uma fraude, adote as seguintes providências de imediato:

  • 1. Contato com a instituição financeira: Notifique o banco imediatamente para tentar o bloqueio ou cancelamento da operação. Em transações via Pix, solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta do Banco Central projetada para bloquear e recuperar recursos em casos de fraude.
  • 2. Registro de provas: Guarde todas as evidências disponíveis, como comprovantes de transferência, capturas de tela (prints) das conversas, endereços de e-mail, links de anúncios e números de telefone utilizados pelos infratores.
  • 3. Boletim de Ocorrência: Registre o fato junto à Polícia Civil por meio da delegacia física ou da delegacia virtual do seu estado.
  • 4. Acionamento dos órgãos de defesa: Caso haja falha na prestação do serviço por parte das empresas envolvidas, o consumidor pode recorrer ao Procon de sua cidade ou acessar a plataforma digital (www.procon.sp.gov.br).

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