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Projeto que muda carreira de professores de SP volta à pauta em urgência

Texto em tramitação na Alesp prevê desconto de dia inteiro por falta em duas aulas, remoção por avaliação e bônus atrelado ao desempenho

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

04/11/2026 | 16h11

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Apesar do regime de urgência, Alesp informou que não há previsão de votação nesta semana - Adobe Stock
Apesar do regime de urgência, Alesp informou que não há previsão de votação nesta semana
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O projeto de lei que modifica a carreira dos professores da rede estadual de São Paulo foi incluído na pauta da Assembleia Legislativa em regime de urgência, mas ainda não há previsão de votação. As mudanças propostas incluem novos critérios para descontos salariais, remoções e promoções, gerando controvérsia entre educadores.

O PL, que visa modernizar a legislação educacional, estabelece que faltas em aulas resultarão em descontos salariais e que a transferência de professores poderá ocorrer com base em avaliações de desempenho. O Sindicato dos Professores critica a proposta, alegando que ela ameaça direitos e pode levar a demissões arbitrárias.

A Secretaria de Educação defende que as alterações buscam valorizar a assiduidade e melhorar a qualidade do ensino, enquanto o sindicato se mobiliza contra o projeto, pedindo sua retirada.

*Resumo gerado por IA**

São Paulo - O projeto de lei que altera a carreira dos professores da rede estadual de ensino voltou à pauta da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O PL 1.316 de 2025, da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), estabelece mudanças nas regras de descontos salariais por faltas, critérios de remoção escolar, avaliações de desempenho para promoções e a reestruturação da carreira. O projeto foi incluído na pauta de votação da Alesp publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, 4, em regime de urgência. A Alesp informou, no entanto, que ainda não há uma previsão de que ela seja votada nesta semana.

O PL já havia sido destacado para votação na terça, 3, mas um protesto de professores e estudantes, que ocuparam a galeria da Assembleia Legislativa, causou o adiamento da análise da pauta.

O projeto foi protocolado na Alesp no início de dezembro de 2025. A discussão foi adiada durante o período pré-eleitoral. Em maio deste ano, a proposta recebeu uma emenda que altera o texto original e que, assim como o conjunto do projeto, ainda deverá ser analisada pelos parlamentares.

Veja o que propõe o projeto

De acordo com o PL do governo paulista, um professor que falte em duas aulas em uma data, terá um dia inteiro de trabalho descontado do salário, mesmo que tenha trabalhado durante o resto do período.

O PL também permite que um educador seja transferido de uma unidade escolar se não atingir "grau satisfatório" na avaliação de desempenho.

Ainda segundo o texto, promoções e bonificações dependerão de avaliações teóricas, práticas ou de desempenho, com critérios que serão definidos posteriormente.

Segundo a mensagem do governo, a proposta busca aprimorar a legislação educacional, valorizando gestores escolares e aperfeiçoando os mecanismos de incentivo à qualidade da educação.

As alterações propostas teriam como foco "modernizar as normas de progressão, remoção e valorização dos profissionais da educação, introduzindo critérios objetivos de avaliação e bonificação", segundo o governo paulista.

O que diz o sindicato?

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se opõe ao projeto, alegando que ameaça direitos, prevê a implementação do chamado "professor farol" e abre espaço para demissões e remoções arbitrárias, desrespeitando professoras e professores. "Reafirmamos nossa posição de que o projeto precisa ser retirado e vamos continuar mobilizados para isso", disse a deputada Professora Bebel (PT), presidente do sindicato.

'Professor farol' é uma referência usada pelo sindicato para o sistema de pontuação a ser usado na avaliação dos professores, dividida em três faixas, conforme as cores vermelho, amarelo e verde. O docente classificado na faixa do amarelo (abaixo de 80 pontos) e vermelho (abaixo de 50) pode ser vetado por diretores escolares na hora de escolher a unidade onde pretende trabalhar.

Sobre as regras para desconto do adicional de local de exercício em caso de ausência do professor, o governo diz que a medida desencoraja o absenteísmo e valoriza a assiduidade, com proporcionalidade entre faltas e repercussão remuneratória, em benefício da continuidade do serviço educacional.

Conforme a Secretaria de Educação (Seduc-SP), atualmente a rede estadual de ensino conta com mais de 200 mil professores, sendo que as mulheres são a maioria (70,5), prevalecendo a faixa etária de 40 a 49 anos.

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